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HARUN FAROCKI PENSADOR E OPERADOR DE MÍDIAS – tese download pdf

 

 

HARUN FAROCKI PENSADOR E OPERADOR DE MÍDIAS

Tese de Doutorado – Ednei de Genaro (2015)

 

Download: https://drive.google.com/file/d/0B6kP_r0iBDjZZlRpRFRoc0Nvc0E/view?usp=sharing

 

farocki

Resumo

A presente tese expõe uma perspectiva da obra do cineasta alemão Harun Farocki (1944-2014) – constituída por filmes (ficcionais e documentais), ensaios, artigos, instalações artísticas, entrevistas, workshop –, a partir de suas questões e estratégias de teoria, método, trajetória estético-política, trabalho com arquivo e montagem e, por fim, naquilo que essas questões e estratégias – e a visão de mundo do autor –, contribuíram para pensar a modernidade e, especificamente, os estudos de mídia. Defendemos que sua obra, analisada globalmente, nos revela um cineasta que prima por ser um pensador e operador de mídias. Em todo o percurso da tese estaremos buscando os porquês e as decorrências deste primado, ponderando especificamente sobre: 1. A visão materialista-fenomenológica de cinema/mídias; 2. A posição ético-política enquanto gesto de reconciliação prometeu-epimeteu; 3. A noção de operar mídias enquanto um método-estilo explorando aportes horizontal, transversal e transindividual; 4. As influências, contextos e posições de autoria estética e política; 5. A dimensão específica do operar cinematográfico: Farocki como arqueólogo e montador; 6. E as contribuições de uma obra, no lugar em que ela mais movimentou questões e análises: os estudos de mídias. Tais ponderações nos levam, por fim, a pensar a dimensão tecnoestética inerente a uma obra que intercruza pensamento e operação a partir de mídias.

Palavras-chaves: Harun Farocki; Estudos de Mídia; Teoria de Mídia; Teoria do Cinema; Tecnoestética; Capitalismo; Estética; Política; Montagem; Arquivo

 

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MICHEL SERRES – TIC’s & REVOLUÇÕES CULTURAIS E COGNITIVAS

MICHEL SERRES – TIC’s & REVOLUÇÕES CULTURAIS E COGNITIVAS


A extensa obra do filósofo francês Michel Serres tem, sem dúvida, produzido um pensamento bastante original, refletindo sobre as relações “contratuais” de uma maneira não apenas circunscritas ao que denominamos “sociedade”. É um autor que expõe um sentido não-antropocêntrico ao discurso, incluindo os universos da natureza e da técnica. Por esta via de sentido, seu pensamento explora as redes compostas de ligações humanas/não-humanas: “A Terra, na verdade, nos fala em termos de forças, ligações e interações, o que basta para fazer um contrato. Cada um dos parceiros em simbiose deve, de direito, a vida ao outro, sob a pena de morte”.

Serres interliga a ética e a ecologia, de modo que elas possam ter referências comuns para pensar a condição humana diante das transformações tecnológicas. Especialmente em seus últimos escritos, o pensador expressa claramente alguns pontos fundamentais que norteiam sua perspectiva de pensar a revolução informacional. A fim de evidenciar isso, procuro dar um conciso comentário de seu interessante artigo “Le nouvelles technologies: révolution culturelle et cogntive’’ (Conferência de 2007).

Repensar os parâmetros epistemológicos em meio à tecnociência é, hoje, uma tarefa árdua. Para Serres, a análise das tecnologias da comunicação e informação pode nos revelar novos caminhos de compreensão. Pensando assim, ele nos mostra como o corpo humano pode ser visto dispondo uma função quádrupla, a saber: 1) a de ter a função de acúmulo (stock); 2) de tratamento (traité); de emissor (émet); e de receptor (reçoit) de informações. Em diferentes épocas, a informação se insere na individuação do humano de modo e intensidade diferentes, abrindo, portanto, características e problemas distintos no ser humano.

A partir de sua antropotécnica, Serres experimenta dizer que, com a invenção do computador (ordinator), a produção de informação se transformou, por excelência, na ‘ferramenta universal’ que exacerba mudanças nas dimensões temporal, espacial e individual do humano. De tal modo, uma nova etapa na humanidade seria expressa e ele passa a explicar o porquê, a partir de três momentos chaves.

1° momento (escrita): no “estado oral da humanidade”, pensa Serres, o cérebro e o corpo eram os “suportes” da memória/informação, de modo que o estoque, o tratamento e a emissão correspondiam diretamente corpo, memória e a voz, ou seja, correspondiam às relações comunicacionais diretas entre os seres humanos. No entanto, no período posterior, no qual aparece a escritura, culminou na primeira grande mudança do “suporte”, quebrando a relação direta entre suporte e memória. Esta “quebra” fez com que, no pensamento grego, a partir de Platão, comentando Sócrates, no “Fedro”, houvesse um temor de “perda da memória” no momento de crise da oralidade e ascensão da escrita. Contudo, para o autor, essa mudança se refletiu, na verdade, em uma nova potencialidade humana, correspondendo a um período de muitas invenções: moeda, geometria, arquitetura das cidades etc.

2° momento (imprensa): a invenção da imprensa correspondeu à etapa de possibilidade de intensa reprodução e circulação de livros, tratados, contratos, bulas, recibos, copiados o quanto necessários, sendo assim capaz de uma transformação radical dos modos de vida econômico, político, jurídico, científico. Desde modo, o suporte ‘externo’ da memória/informação “sai” dos pergaminhos das raras bibliotecas para expandir para todos os ramos da vida pública. Serres nota, como marcos históricos, o florescimento do comércio de Veneza ou a expansão da ciência experimental.

3° momento (algoritmo): corresponde à época atual, em que o computador toma conta. Ocorre um novo status de ‘quebra’ da relação suporte e memória. Aqui, com a informação de caráter digital ou algorítmico, ocorre uma intensa mundialização da economia, política e cultura. A moeda volátil, as novas relações pedagógicas, os novos relacionamentos afetivos, e tantas outras coisas, são forçados a passar por profundas transformações. Possibilidades e problemas aparecem. Neste terceiro momento, portanto, as relações em rede (virtual) são centrais: “e quem precisará (necessariamente) do espaço físico para se comunicar com outras pessoas?” Ao se perguntar, Serres pensa, obviamente, no e-mail, celular, cinema, rádio etc., para afirmar a tese de que: se o espaço físico agora é “revogável”, de modo a conformar novas relações humanas, fatalmente o direito e a política terão uma porção de coisas para a ser repensar. Ora, estas duas instâncias da vida nunca chegaram a uma estado de tão forte definição “fora” do espaço físico.

Embarcamos, pois, naquilo que Serres procura com mais ênfase refletir. No atual estado de ‘quebra’ da relação suporte e memória, de nova relação corpo e cérebro, a questão vem a ser qual pensar de que modo as novas tecnologias irão se repercutir na nossa maneira de viver e, sobretudo, na nossa maneira de conhecer?

Obviamente, aqui, seria preciso, por exemplo, iniciar uma reflexão estabelecendo os avanços das pesquisas que procuram pensar o funcionamento do caráter da condição humana a partir não somente da faculdade da memória, mas também de outros dois fatores, a faculdade da imaginação e razão, notadamente. A reflexão filosófica a respeito ajudaria a compreender tais faculdades que a ciência cognitivista começa somente hoje a estudar melhor. A preocupação de Serres é, portanto, pensar a noção na qual, na medida em que se avança nas tecnologias cognitivas, o ser humano vai “perdendo” as funções, pois ele externaliza estas para as tecnologias.

Mas se engana quem pensa que para este filósofo o sentido de “perda” seja puramente negativo. Tal sentido é caracterizado a partir de uma posterior ordem humana nova, mais complexa, ‘inventiva’ e ‘indefinida’. « Voilà la différence qui peut exister entre perdre et gagner : perdre dans le domaine du reconnaissable pour gagner dans l’ordre inventif, indéfini, c’est-à-dire dans l’ordre humain. Si j’ai défini « perdre » par rapport à « gagner », le verbe « perdre » prend un tout autre sens dans la langue française. / L’homme est un animal dont le corps perd ».

Michel Serres aparece como uma referência importante nos estudos das tecnologias da informação e comunicação. Podemos postar, afinal, um trecho de vídeo em que o filósofo entra nesta questão bastante delicada da “perda” da memória/corpo, estabelecendo uma defesa de sua perspectiva antropotécnica otimista.