About – Ednei de Genaro

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EDNEI DE GENARO

Doutor em COMUNICAÇÃO – UFF – Rio de Janeiro (2015); Mestre em SOCIOLOGIA POLÍTICA – UFSC – Florianópolis (2010); Graduado (Bacharelado e Licenciatura) em GEOGRAFIA – UNICAMP – Campinas (2005; 2006).

Atualmente é professor substituto do curso de CIÊNCIAS SOCIAIS da UFMS (Campus Naviraí).

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TRAJETÓRIA ACADÊMICA

– GRADUAÇÃO

Vida acadêmica estreada em 2000, enquanto aluno do curso de Geografia, instituído em 1997, no Instituto de Geociência (IGEO) da Unicamp, com uma proposta inovadora, um “núcleo comum” de Ciências da Terra, composto por disciplinas bases de Geografia, Geologia e Engenharia. Graduação na Unicamp se estende até 2007, frequentando variadas disciplinas de Sociologia, Filosofia e História, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), e no IA — seja matriculado ou ouvinte, na graduação, ou mesmo como penetra na pós-graduação –, tais como a dos professores Marcos Nobre (Marx, Teoria Crítica), Oswaldo Giacoia (Kant, Shopenhauer, Nietzsche, Foucault, Heidegger), Ricardo Antunes (Trabalho, Lukács), Jorge Coli (História da Arte), Leandro Karnal (História da América), Marcos Müller (Hegel, Marx), Lucas Angioni (Aristóteles), Márcio Naves (Marx), Roberto Romano (Ética), Renato Ortiz (Sociologia da Cultura), Marcelo Ridenti (Weber, Cultura Brasileira)… No IGEO obtém a oportunidade de desenvolver pesquisa de iniciação científica com bolsa Fapesp, sob a orientação de Ricardo Castillo, professor que também abriu as portas para uma monitoria na disciplina que foi referência para a minha iniciação, monografia e atuação em grupo de pesquisa, Análise de Redes e Fluxos. Tal disciplina, proposta por Milton Santos, intelectual renomado da Geografia, faz enraizar, no jovem pesquisador, uma epistemologia fundamental, a indissociabilidade do mundo técnico e humano na compreensão dos ambientes, objetos e ações [reflexões biográficas, em texto de 2010, aqui: https://goo.gl/huRKMT ]. Muitas das leituras após 2007 são decididas ou encontradas referências na obra-prima do referido intelectual, Natureza do espaço, publicada em 1997. Ademais, na Unicamp, os anos 2000 foram de intensas vivências universitárias. (O circuito moradia Unicamp / biblioteca / bandejão / movimento estudantil / CA´s / bar / festa termina, por exemplo, com idas ao Fórum Social Mundial, em Porto Alegre… Subjetividade crítica, de esquerda, cultivada, portanto).

– MESTRADO

Em 2008, sob inspirações de temas e autores das Ciências Sociais e Filosofia, com um projeto querendo refletir sobre como a temporalidade humana é decidida e gestada pelas tecnologias, vai ao mestrado em Sociologia Política da UFSC, em Florianópolis, no grupo de pesquisa Modernidade, Ciência e Técnica, sob a orientação do estudioso de Weber e instigador de uma Sociologia Filosófica, o professor Carlos E. Sell. Este professor e outro da mesma pós, Ricardo Silva, proporcionaram as disciplinas e ambientes de discussão mais marcantes, de Teoria Social (Maquiavel, Tocqueville, Marx, Weber, Nietzsche) e Teoria Política (Skinner, Berlin, Gramsci), respectivamente. Na Biblioteca Central da UFSC, entre os anos 2008 e 2010, realiza leituras num campo ainda pouco lido e trabalhado no Brasil, filosofia e sociologia das técnicas, lendo e descobrindo obras de autores como Virilio, Baudrillard, Simondon, McLuhan, Deleuze, Ellul, Leroi-Gourhan, Ihde, Marcuse, Husserl, Mumford, Ortega y Gasset, Latour, Stiegler…, e artistas como Stelarc e Bill Viola – que o professor Laymert Garcia dos Santos, da Sociologia Unicamp, vinha dando aulas e escrevendo sobre… Em 2009, uma rara disciplina, Filosofia da Técnica, é ofertada no CFH da UFSC, por um estudioso da Filosofia da Ciência e da Tecnologia, professor Alberto Cupani.

– DOUTORADO

2010, ano sabático, de indecisões acadêmicas. Ano também de criação deste blog, Maelström Life, em homenagem a McLuhan. No Brasil, tanto na Geografia como na Sociologia, poucos professores estudando as materialidades de mídias e as contemporâneas redes sociotécnicas… Bruno Latour, por exemplo, autor destacado nos assuntos, era mais seguido no seu lugar de origem, a Antropologia, área das Ciências Humanas. Duas opções eram possíveis, uma tese na Filosofia sobre algum pensador da técnica ou enveredar para um campo com uma enormidade de linhas de pesquisas abertamente dedicadas aos referidos assuntos, a Comunicação. Ambas as opções problemáticas, observando as classificações da Capes e suas determinações nos editais, depois. Uma tese na Comunicação, sobre o cineasta alemão Harun Farocki, que (para mim) representava um grande pensador e operador de mídias, foi algo entusiasmante. Unia todos os tentáculos do monstrinho intelectual até então aqui criado: 1. O gosto pelos argumentos e discursos filosóficos; 2. A admiração pelos trabalhos empíricos das Ciências Humanas; 3. E a curiosidade com as experimentações artísticas e suas antecipações sobre o futuro da vida, sociedade e tecnologia. Ser coerente e autêntico era, portanto, trilhar um caminho bem particular. Na UFF, entre 2011 e 2015, encontrar-se-ia ambiente propício para a gestação da tese “Harun Farocki, pensador e operador de mídias”, orientada então pelo professor Cezar Migliorin, com trabalhos e grupo de pesquisa fortes em estética e política. No Rio de Janeiro, a compreensão das mudanças na política e cultura a partir das mídias digitais tornava-se mais clara ou mais problematizadora, de modo que as obras políticas de Deleuze e Guattari, e seus desdobramentos em autores posteriores, começavam a fazer maior sentido e pertinência. Bernard Stiegler representava um desses autores que seguiam as pegadas de Deleuze-Guattari, e de Derrida. O estágio sanduíche na França, sob a supervisão de Stiegler, foi a oportunidade de reconhecer melhor isso.

– PROFESSOR SUBSTITUTO UFMS

2015, novo ano sabático. Graduação? Geografia. Mestrado? Sociologia Política. Doutorado? Comunicação. Jovem, ainda com poucos trabalhos publicados, apresentar-se não seria tarefa fácil. Nesta altura, algo era claro: o discurso de multi ou interdisciplinaridade tinha sido apenas moda intelectual custeada pela CAPES/MEC. Modas entram e saem de cena, e pouco muda a respeito. Todas as áreas de ensino cuidando de seus respectivos feudos. Corinthiano numa arquibancada, palmeirense noutra. Ponto final. Na Comunicação, encontrar-se-ia editais para a cadeira de Teoria da Comunicação, por exemplo, restringindo a participação de candidatos a partir da exigência de titulações (graduação, mestrado, doutorado) em apenas uma casinha… No início de 2016, começa a produzir a primeira versão do projeto pós-doc. Professor Peter Pál Pelbart, da filosofia PUC-SP, aceita supervisão. Fapesp diz “não” por duas vezes, mesmo com pareceristas dando conceitos “ótimo” e “excelente”. Do fim de 2016 para cá, a última cena da trajetória acadêmica é, em meio à tristeza da crise econômica, do golpe parlamentar e dos consequentes retrocessos democráticos, a felicidade pessoal em dar aulas – quilometragens em sala, orientações, participações em bancas, e curadoria e tutoria em artes, em Fortaleza – enquanto professor precarizado substituto, de Ciências Sociais (Introdução à Sociologia, Epistemologia, Pensamento Social Brasileiro, Cultura e Política no Brasil Contemporâneo, Antropologia e Cinema) e Pedagogia (Filosofia da Educação) num dos campus criados Brasil afora pelo REUNI – aulas no campus da UFMS em Naviraí, no sul do Mato Grosso do Sul (vigência 8/2016 a 7/2018).

– ATUALIDADE

A volta às pesquisas de pós-doc, em Democracia digital e materialidades de mídias… A única certeza deste ano.

 

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SOBRE O BLOG:

Neste blog eu posto: 1) reflexões sobre as questões contemporâneas acerca da crítica e da epistemologia das ciências humanas a partir dos processos de digitalização da vida; 2) resultados de pesquisa sobre o tema ”democracia digital e materialidades de mídias”; 3) reflexões sobre as relações entre design, estética, tecnologia e política, na perspectiva de arqueologia das mídias; 4) programas e materiais de ensino de graduação.

Ocasionalmente, em tópicos específicos, eu também posto: ensaios de estudos culturais, literatura, cinema…

About “Maelström” – of Scandinavian origin, the word means a great and powerful vortex of sea water. In well-known tale, “A Descent Into The Maelstrom” Allan Poe explores the legends and the deeper meanings of this unique phenomenon, commonly occurring in a specific sea area off the coast of Norway. In the reflections of Marshall McLuhan, from the reading of Poe’s story, the word gained a metaphorical sense, expressing the horizon of strong socio-technical change due to movements of informatization and integration of new media in society.

About “Maelström” – of Scandinavian origin, the word means a great and powerful vortex of sea water. In well-known tale, “A Descent IntoThe Maelstrom, ” Allan Poe explores the legends and the deeper meanings of this unique phenomenon, commonly occurring in a specific sea area off the coast of Norway. In the reflections of Marshall McLuhan, from the reading of Poe’s story, the word gained a metaphorical sense, expressing the horizon of strong socio-technical change due to movements of informatization and integration of new media in society.

Richard_Lindner_-_Boy_with_Machine_(1954)

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