ARTE AUDIO-VISUAL & SUBVERSÃO TÁTICA DOS ARTEFATOS

ARTE AUDIO-VISUAL E SUBVERSÃO TÁTICA DOS ARTEFATOS

Dois vídeoartes como interessantes como dispositivos para trabalhar novos arranjos e re-significações. Gambiarras estéticas nas mãos de artistas. Sim, artistas podem re-qualificar as concretizações maquínicas. E isto muito bem-vindo e esperado hoje. Michel Certeau ajudou a entender o termo bricolagem. Este acompanha muitas situações cotidianas. As bricolagens seriam formas ativas de lidar com os universos, objetos, conjunturas, experiências. O artista pode realizar tanto potenciais criativo estratégicos (bem planejado) como tático (ocasional e insólito) para ações de constituir e lidar com um artefato. Com os potenciais criativos táticos ele subverte totalmente um uso previsto. O artista cumpre assim “subversões”, sendo capaz de inventar novas sensibilidades, novos contornos intelectuais e, por fim, outras óticas de observações de mundo.

Vídeo 1: Gambiarras e mídias táticas aparecem com frequência nas produções artísticas com tecnologias digitais, no entanto, no primeiro vídeo, temos um exemplo de comunicação visual ‘inesperada’ e insólita – a partir da utilização diferente da frequência de uma televisão comum (já antiga para os padrões de tela digital contemporâneos). Apropriando como um hacker de televisão, o artista descobre os poderes mágicos de sua “prepared television” (conforme manipulação e releitura de imagens pré-gravadas e em domínio do artista, hipnóticos grafismos e ondas são desenhados na tela).

“Paik Raster Manipulation Unit or Wobbulator”

“Paik Raster Manipulation Unit or Wobbulator”

Vídeo 2: no segundo exemplo temos um trabalho com ondas eletromagnéticas submetidas a alta voltagens. Origina-se pertubações que formam raios aleatórios e sinestésicos, isto é, movimentam planos sensoriais múltiplos. A experimentação gera uma obra audiovisual em que um software capta e manipula as imagens e áudios. O congelamento e a sobreposição dos raios produzem design e perfomance bem interessantes.

“POWEr (2009) – Alexandre Burton and Julien Roy”


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